
Cada gota conta: 19 de maio Dia Nacional e Mundial da Doação de Leite Humano
22 de maio de 2023
GFB Entrevista: Lytha Spíndola
26 de maio de 2023Falta de segurança jurídica trava investimentos e o crescimento da indústria nacional, alerta deputado

Médico de formação, o deputado federal José Rocha (União Brasil/BA) coordena desde o início do ano a Frente Parlamentar Mista da Indústria. Com a experiência de oito mandatos na Câmara Federal, coloca como prioridade das discussões o impacto da Reforma Tributária, que vai impactar diretamente a indústria nacional, e defende alíquotas diferenciadas para setores estratégicos. Em entrevista ao FarmaBrasil, alerta que a falta de segurança jurídica é um ponto que trava investimentos e o crescimento do setor, inclusive a geração de empregos.
- Deputado, o senhor criou a Frente Parlamentar Mista da Indústria, que já reúne mais de 200 deputados e senadores de todos os estados brasileiros. O que o senhor espera desta Frente?
A indústria é um dos três pilares mais importantes para sustentar e fomentar a economia brasileira. Não tenha dúvida que o Congresso Nacional tem que estar numa parceria para que nós possamos ter este espaço na Câmara dos Deputados e no Senado para debatermos toda a legislação que diz respeito à indústria. Nós temos agora a Reforma Tributária, que é de uma importância muito grande, vai impactar diretamente o setor da indústria. Nós temos que discutir, ver quais são os interesses daqueles que fazem a indústria no nosso país nas mais diversas atividades, nos mais diversos segmentos deste setor importante para a economia brasileira.
- Quais são os principais entraves, na sua opinião, para o crescimento da indústria nacional?
Segurança jurídica é um deles. A indústria precisa ter seus investimentos seguros e com perspectivas de retorno. Assim, continuará gerando emprego e renda para a população e transformando as matérias primas utilizadas e consumidas pelas pessoas. Há ainda a questão do segmento não ser onerado com relação à exportação dos produtos industrializados no Brasil. Outro grande gargalo na indústria brasileira é o processamento das matérias primas. Às vezes nós exportamos matéria prima para depois importar o processado, então essa verticalização da indústria também é uma questão que deve ser estudada e debatida.
- O que deve ser feito na reforma tributária para evitar prejuízos maiores para a indústria nacional? O senhor considera importante manter regimes diferenciados para setores estratégicos?
Sim, é importante termos regimes diferentes e a reforma tributária é uma oportunidade para discutir essas diferenças de alíquotas dentro da diversidade da indústria brasileira, uma alíquota única implicaria um aumento grande de impostos para os setores estratégicos.